Você sabia que mais de 10 milhões de brasileiras são empreendedoras e mais da metade delas (51%) são responsáveis pelas contas da casa, se tornando as chefes de domicílio?

Esses dados são interessantes e mostram que, sim, as mulheres empreendedoras têm muitas habilidades. Afinal, elas conseguem gerenciar as próprias empresas mesmo dedicando mais tempo do que os homens ao cuidado com a casa, os filhos e a família.

Esses dados também demonstram que as mulheres continuam superando mais obstáculos que os homens no intuito de se tornarem empresárias de sucesso e precisam de muito mais persistência e resiliência para alcançar os objetivos.

Qual é o panorama do empreendedorismo feminino no Brasil?  

É notável que, nos últimos anos, houve aumento expressivo na quantidade de empreendedoras. Em 2016, por exemplo, as mulheres donas de negócios somavam 8,3 milhões. Em 2022, esse número saltou para 10,3 milhões. 

Esse crescimento aponta a existência de uma mudança cultural e social em curso na qual as mulheres estão em busca de mais autonomia financeira, da realização profissional e pessoal e do equilíbrio entre a rotina de trabalho e as tarefas domésticas.

De acordo com o levantamento Empreendedorismo Feminino no Brasil 2022, do Sebrae, realizado com microdados da PNAD Contínua, a participação da mulher empreendedora cresce, principalmente, nos setores da economia que mais se desenvolveram nos últimos anos: serviços, comércio e indústria. E é no ramo de serviços em que é possível notar a maior atuação feminina: elas são donas de 53% dos negócios. A mesma liderança se vê no comércio (27%) e na Indústria (13%).

Em relação à distribuição regional, por exemplo, os estados do Rio de Janeiro e Ceará são os que mais contam com mulheres empreendedoras. Em ambos, elas são 38% do universo de empresários enquanto a média nacional é de 34,4%.

O estudo também aponta que as mulheres donas de negócio são mais escolarizadas que os homens. Enquanto 28% delas têm nível superior, 40% concluíram o ensino médio e 22% têm o nível fundamental. Entre eles, apenas 17% têm curso superior, e 37% concluíram o ensino fundamental e médio.

E, apesar de a remuneração das mulheres ser melhor nas áreas de saúde, paisagismo e esporte, o rendimento dos empreendedores ainda é 16% maior que o das empreendedoras.

Qual é o impacto social e econômico do empreendedorismo feminino? 

O empreendedorismo feminino não se resume a mulheres abrindo e gerenciando os próprios negócios. Na verdade, se trata de um movimento de empoderamento, transformação e impacto positivo na sociedade.

Ao buscar a ocupação de lugares majoritariamente dominados por homens, as mulheres acabam identificando oportunidades no mercado e oferecendo soluções inovadoras que vão muito além das expectativas dos consumidores. Isso enriquece o ambiente empresarial e impulsiona a criação de produtos e serviços diversificados.

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que as mulheres demonstram maior agilidade para incorporar inovações nos negócios em comparação com os homens e estão mais abertas para utilizar redes sociais e aplicativos que auxiliam a venda dos seus produtos, por exemplo os de delivery. 

Além disso, negócios liderados por mulheres frequentemente priorizam a sustentabilidade, a responsabilidade social e a criação de uma cultura empresarial mais inclusiva, mostrando que o lucro financeiro não é a única medida de sucesso de um negócio.

Outro forte impacto proporcionado pelo empreendedorismo feminino é que, normalmente, toda a renda gerada pela mulher acaba sendo revertida em gastos com a família e empreendimentos da comunidade. Isso gera um ciclo incentivador do comércio local e atinge outras mulheres.

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Quais são os desafios enfrentados pelas empreendedoras brasileiras?  

Se, por um lado, as conquistas das empreendedoras são inquestionáveis. Por outro, ainda existem muitas barreiras a serem vencidas. Manter o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, por exemplo, é um obstáculo que torna a jornada das mulheres ainda mais complexa.

A pesquisa Empreendedorismo Feminino contabilizou a quantidade de horas a mais dedicadas aos afazeres domésticos e cuidados com pessoas da família, e revelou que elas destinam 3,1 horas para cuidar de familiares e consomem 2,9 horas do dia com tarefas domésticas, enquanto os homens gastam 1,6 hora e 1,5 hora, respectivamente, com essas atividades.

As empreendedoras também acham que o acesso a financiamento ainda é mais difícil para elas. A pesquisa Mapeamento dos Negócios Inspiradores Femininos, feita pela NOZ Inteligência em parceria com o Movimento Expansão e Plataforma Empreendedoras Maduras, mostra que 63% das mulheres acima de 50 anos consideram a captação de recursos como difícil e desafiador ou muito difícil e desafiador.

O estudo revelou ainda que, para iniciar os negócios, 89% das mulheres utilizaram recursos próprios, e apenas 2 a cada 100 entrevistadas utilizaram linhas de crédito disponíveis para investidores.

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As empreendedoras também precisam enfrentar as barreiras impostas pelo preconceito de gênero. Esses impedimentos acabam criando estereótipos sobre o que as mulheres podem ou não fazer. A engenheira e administradora Lívia Viana sabe muito bem como é encarar e superar esse obstáculo. Em 2020, ela fundou a startup Ela Faz (@elafazoficial), cujo objetivo é capacitar mulheres para atuarem na construção civil e intermediar a contratação de mão de obra feminina.

Apesar de o setor de construção civil ainda ser predominantemente masculino, Lívia encarou o desafio e proporcionou a outras mulheres a oportunidade de atuar na área.

De acordo com a empreendedora, a difícil inserção da mulher no mercado da construção civil não era apenas uma questão de capacitar, mas de criar condições para que ela possa realmente atuar. “Percebemos a dificuldade em inserir estas mulheres fora do ambiente da Ela Faz, como em uma construtora, por exemplo. Havia a necessidade de resolver questões básicas de estrutura.” 

Para superar esse desafio, a startup passou a fazer a própria integração no ambiente da construção. Tudo isso para criar mais conexão entre as profissionais e os clientes. E, com persistência, o sucesso veio. No primeiro ano de funcionamento da empresa, 200 mulheres foram capacitadas, e mil famílias foram impactadas diretamente. 

O sonho de Lívia é ver uma grande transformação social por meio do empreendedorismo feminino e da mudança na qualidade de vida de inúmeras mulheres. “É um desafio pessoal pra mim. Eu preciso fazer dar certo. Por isso, tanta dedicação e energia”, diz a empreendedora.  

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Histórias como a da Lívia mudam vidas e inspiram outras mulheres. Com esse objetivo, o BB lançou, em 2023, a Mulheres no Topo, uma plataforma que apoia as mulheres e o empreendedorismo feminino por meio de soluções financeiras e conteúdos de educação empreendedora, saúde e bem-estar. 

Dentro da Mulheres no Topo, elas encontram o necessário para chegar aonde quiserem. O BB tem soluções exclusivas como o Giro Mulher Empreendedora, que oferece capital de giro a empresas dirigidas por mulheres e tem prazo e carência diferenciados. Já o FCO Mulher Empreendedora disponibiliza financiamento de até 100% no valor dos itens a negócios também gerenciados por mulheres, com condições especiais e muito mais.

O Hub também tem informações e tutoriais sobre o Painel PJ. Essa ferramenta ajuda a impulsionar e gerir negócios de forma simples e intuitiva, além de ter acesso direto para a editoria Mulheres Empreendedoras da Liga PJ, que contém dicas e oportunidades destinadas a quem deseja ter o próprio negócio ou já iniciou e quer expandi-lo.

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Para reforçar a divulgação da plataforma e fazer com que mais mulheres tenham acesso aos benefícios, o Banco do Brasil trouxe as histórias de quatro mulheres empreendedoras que chegaram ao topo: Ana Fontes, Lívia Viana, Mazé Lima e Zica Assis.

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, também participa da campanha e conta sobre os desafios enfrentados e a forma como busca colaborar para a jornada de crescimento e conquistas de mulheres empreendedoras.

Além de contar com a Mulheres no Topo, você pode navegar pelos conteúdos do Blog BB e conhecer dicas práticas sobre empreendedorismo feminino que abordam desde estratégias de gestão até ideias para equilibrar o trabalho, a vida pessoal, a saúde e o bem-estar. Confira!  

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