No mês da mulher, além de celebrar conquistas históricas, é essencial reforçar um dos pilares da autonomia feminina: a independência financeira.
O mês de março há muito deixou de ser um mês de flores e bombons para se tornar um mês de lutas e de celebração de conquistas. Um dos caminhos que as mulheres têm para conquistar mais independência, segurança psicológica e autonomia é através da educação financeira e dos investimentos.
No Banco do Brasil os dados mostram um movimento transformador: de janeiro do ano passado até janeiro de 2026, o número de mulheres investidoras cresceu 10,21%, e o montante dos investimentos que as mulheres acumulam cresceu 15,21% no mesmo período.
A busca pela independência financeira reforça um dos pilares essenciais da autonomia feminina. Construir uma reserva de emergência, poupar com regularidade e aplicar com estratégia, se tornam caminhos para romper ciclos de violência e abrem portas para escolhas mais seguras, livres e alinhadas aos próprios objetivos.
A assessora da Unidade Captação e Investimentos do BB, Mariana Baptista Freund, explica que o planejamento financeiro é essencial para começar. E não tem hora certa, “quanto mais cedo essa consciência financeira é despertada mais tangíveis se tornam os objetivos”, diz. Conhecer seu orçamento mensal, os gastos fixos e variáveis além de pensar em valores para a construção de uma reserva de emergência são os primeiros passos. A especialista em investimentos do Banco do Brasil, Lais Bretones, explica que a reserva de emergência está relacionada com a renda mensal e a necessidade de compromissos financeiros: “perfis com mais gastos e compromissos, por exemplo uma pessoa que tenha filhos, precisa se planejar melhor”.
Separar investimentos para aposentadoria, ainda no início da carreira, é outra estratégia inteligente. A contribuição pode ser de pequenos valores, mas o impacto no futuro é considerável: “hoje existem opções como o tesouro RendA+, que permite aplicações mínimas correspondente a 1% do valor do título. Acredito que planejar é proteção, e até mesmo liberdade para o seu eu do futuro”, destaca Mariana.
Saúde mental é essencial para decisões equilibradas
Ter um reserva de emergência é o que separa um imprevisto de uma catástrofe, pontua a psicóloga Gláucia Berquó. Ter uma reserva financeira tem impactos nos níveis de cortisol, além de permitir liberdade para escolher ficar onde te cabe. A especialista aponta que a educação também pode ajudar. Conteúdos sobre investimentos que usem uma linguagem simples e acessível para normalizar o tema é um caminho para lidar com o medo da inadequação. Hábitos emocionais como acreditar que é digna de possuir e gerir dinheiro; capacidade e disciplina de dizer não quando não cabe no orçamento e tratar erros como aprendizado e não como prova de incompetência, fortalecem e favorecem mulheres a construir independência financeira, complementa Gláucia.
“Dinheiro é uma ferramenta de autonomia, não um fim em si mesmo. Ter dinheiro não é sobre ganância é sobre ter o poder de dizer não ao que te fere e sim ao que te expande”, finaliza Gláucia.
Confira as dicas de como começar a investir:
- Organizar gastos mensais
- Construir uma reserva de emergência
- Entender seu perfil de investidor
- Escolher produtos que sejam aderentes ao seu perfil e objetivos
- Se atentar aos custos de tributação de cada investimento
- Ter acesso a conteúdo simples que te ajudem a entender o universo financeiro
Ana Carolina Rubo é estudante de Jornalismo, curiosa como novas mídias e formatos podem ampliar o alcance da informação, e criar experiências mais colaborativas.