Dinheiro não precisa ser tabu: três lições que podem transformar a relação dos jovens com as finanças

Quando você está conversando com amigos ou familiares, qual desses assuntos costuma aparecer primeiro: estudos, entretenimento, saúde ou dinheiro? 

Geralmente a vida financeira fica lá embaixo na lista, né?! A verdade é que falar sobre dinheiro ainda é um tabu, tanto entre jovens quanto entre adultos e até mesmo entre casais. 

Mas sabia que é possível abordar esse assunto tão presente no nosso dia a dia sem medo ou vergonha? Confira três lições que podem transformar a sua relação com as finanças. Porque, sim: falar de dinheiro transforma. 

Por que falar sobre dinheiro ainda é tão difícil para os jovens? 

Conversas sobre orçamento, escolhas financeiras e planejamento frequentemente parecem restritas apenas aos adultos, né? Em muitas famílias, falar de dinheiro ainda é algo complicado e, em alguns casos, o assunto simplesmente não aparece nas conversas. 

O tema realmente pode ser sensível, e as razões são diversas. Ele pode vir carregado de sentimentos como insegurança por não dominar completamente o assunto, vergonha de expor dificuldades financeiras ou até receio de julgamento. 

Mas é importante entender que, quando o dinheiro é um tabu dentro de casa, ele também será um assunto delicado fora dela. E algumas pessoas acabam aprendendo a lidar com as finanças pessoais sozinhas, muitas vezes apenas quando surge um problema. 

É nesse contexto que a educação financeira entra como uma aliada importante. Afinal, melhores hábitos financeiros não precisam começar com planilhas elaboradas ou investimentos complexos. Ter acesso à informação e orientação já pode ajudar você a desenvolver ferramentas para evitar armadilhas financeiras e tomar decisões com mais segurança. 

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Lição 1 – Quando o dinheiro começa a entrar, surgem as primeiras escolhas 

Para muitos jovens, o primeiro contato mais direto com o dinheiro acontece quando começa a entrar a primeira renda. Pode ser uma mesada, uma bolsa de estágio ou o primeiro emprego. E, com esse dinheiro, chegam também as primeiras decisões. 

O que fazer com ele? Comprar algo que você quer há tempos? Ajudar em casa? Guardar uma parte?  

Mesmo sem perceber, é nessa ocasião que começa o aprendizado financeiro. E, naturalmente, você começa a analisar as coisas e decidir entre o “eu quero” e o “será que isso é realmente importante agora?”  

A rotina é cheia de decisões que parecem pequenas no momento, mas que ajudam a construir os primeiros hábitos financeiros. Lembre-se: toda escolha tem um impacto no futuro.  

Então, fique ligado: usar todo o dinheiro de uma vez pode trazer satisfação imediata, porém aprender a separar uma parte para guardar ou planejar objetivos faz diferença. Isso ajuda a construir uma relação mais saudável com o dinheiro, e a se preparar melhor para o futuro. 

Lição 2 – Planejar evita decisões das quais você pode se arrepender 

O que nos leva à segunda lição. Se as escolhas fazem parte da nossa rotina, o planejamento precisa caminhar com elas para auxiliar você no alcance de seus objetivos com mais equilíbrio e tranquilidade. 

E não precisa se sentir intimidado. O planejamento financeiro também está presente nas suas escolhas diárias. Pensou um pouco mais antes de comprar algo? Definiu suas prioridades para entender o que cabe no orçamento? Isso já é planejamento. 

A boa notícia é que dá pra começar pequeno, separando uma parte do salário para guardar, planejando gastos maiores com antecedência ou evitando decisões impulsivas. 

Outra ferramenta simples que pode contribuir nesse começo é a regra 50-30-20, que divide sua renda em três categorias, conforme apresentado a seguir. 

  • 50% para necessidades essenciais, como transporte e alimentação. 
     
  • 30% para desejos, como lazer, compras ou saídas com amigos. 
     
  • 20% para objetivos financeiros, como poupança ou investimentos. 

Quer ver como isso se aplica na prática? Imagine que você começou um estágio e receberá uma bolsa de R$ 1.200 por mês. Seguindo o método, veja como a divisão poderia ficar! 

  • R$ 600 para necessidades do mês. 
     
  • R$ 360 para desejos. 
     
  • R$ 240 para objetivos futuros. 

Com essa regrinha, já dá para ter uma noção de como organizar o dinheiro do estágio, né? 

E a lição aqui é essa: pequenos hábitos financeiros podem fazer uma grande diferença ao longo do tempo e ajudá-lo a tomar decisões com mais segurança, alcançar seus objetivos e ter mais controle sobre o seu dinheiro. 

Quer se aprofundar mais no assunto? Leia “Planejamento financeiro: quando o simples funciona?” do Blog BB.  

Lição 3 – Entenda o crédito antes que ele vire um problema 

E, por último, mas não menos importante, chegou a hora de falar dele: o crédito. Cartão de crédito, parcelamentos, empréstimos, limites disponíveis…  

O crédito pode aparecer de diversas formas no dia a dia. Entender como ele funciona é fundamental para que você tenha autonomia para usá-lo de forma consciente, evitar armadilhas financeiras e prevenir o endividamento precoce. 

Para começar, vale conhecer alguns dos termos mais comuns.  

Cartão de crédito – É uma linha de crédito de curto prazo e de fácil acesso, que permite realizar compras em lojas físicas ou online agora e pagar depois, na data do vencimento da fatura. 

Parcelamento – É uma modalidade de pagamento que divide o valor total de uma compra em prestações menores, pagas ao longo do tempo. 

Empréstimo – Ocorre quando uma instituição financeira libera uma quantia diretamente para você, que pode utilizá-lo de acordo com a sua necessidade, comprometendo-se a devolver o valor dentro de um prazo definido. 

Financiamento – Também é uma modalidade de crédito, mas vinculada a um objetivo específico. Por exemplo: ao financiar um carro, o valor liberado deve ser utilizado para essa finalidade. 

Juros – Representam o custo do dinheiro emprestado. Ou seja, é o valor adicional que você paga pelo uso daquele crédito. 

Utilizado com responsabilidade e planejamento, o crédito pode ajudar na organização financeira e até facilitar a realização de alguns objetivos. O segredo está em entender como ele funciona e empregá-lo com consciência, para que ele trabalhe a seu favor, e não se torne um problema no futuro. 

Falar sobre dinheiro transforma, e a hora é agora 

Falar sobre dinheiro é tão transformador que essa é a mensagem central da Global Money Week 2026, uma campanha mundial de educação financeira voltada para crianças, adolescentes e jovens. 

O objetivo da iniciativa é ajudar as novas gerações a desenvolver uma relação mais consciente com o dinheiro, aprendendo desde cedo a administrar suas finanças. Neste ano, o foco está justamente nas dificuldades que muitos jovens ainda enfrentam para ter conversas abertas sobre dinheiro e em como a educação financeira pode oferecer as ferramentas necessárias para iniciar esse debate. 

Porque, quando falamos sobre dinheiro, ele deixa de ser um tabu e passa a ser um instrumento para construir hábitos financeiros mais saudáveis e promover bem-estar durante toda a vida. 

Ficou interessado em conhecer a programação? Clique aqui e saiba mais.  





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