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]]>O nome engraçadinho se refere ao fato de que o valor do imposto devido é deduzido das cotas dos fundos na hora da tributação. Mas muita atenção, porque o papo é sério: a maior parte das aplicações financeiras está sujeita às cobranças de impostos por parte da Receita Federal. Algumas acontecem direto na fonte, outras pela declaração anual do Imposto de Renda. Fato é que não há como escapar dessa obrigação, e com os fundos não é diferente.
Então, se você tem ou se interessa por aplicações em fundos de investimentos, este conteúdo é uma leitura obrigatória para entender tudo sobre o assunto.
Come-cotas é o nome dado à antecipação da cobrança do Imposto de Renda em alguns fundos de investimentos.
Para entender como funciona o come-cotas, é importante explicar que quando alguém investe em um fundo está, na verdade, comprando cotas, ou seja, pedaços dele. É como se fosse um condomínio de apartamentos. Você não é dono do prédio todo, mas tem um ou mais apartamentos lá.
Sendo assim, a cada seis meses, no último dia útil de maio e novembro, ocorre a tributação direto na fonte sobre o rendimento de alguns tipos de fundos. Essa cobrança é feita de maneira automática, e a instituição financeira fica responsável pelo repasse à Receita Federal, que é quem realmente cobra o imposto.
Mas o imposto incide apenas sobre os rendimentos do fundo, ou seja, o quanto a aplicação rendeu no período, e não sobre o montante total investido.
Como já falamos, o come-cotas acontece de forma automática. O investidor não precisa se preocupar em gerar uma guia ou algo do tipo para pagar os tributos. E isso vale tanto para Pessoa Física, quanto para Pessoa Jurídica.
Na data da cobrança, que acontece sempre no último dia útil dos meses de maio e novembro, o imposto devido sobre os rendimentos é calculado, e o valor é descontado do total de cotas do fundo que você possui.
E de quanto é essa cobrança? Depende. Mas, primeiramente, vamos lembrar da tabela regressiva do Imposto de Renda. Veja a seguir:
Fundos de longo prazo
Prazo | IR |
Até 180 dias | 22,5% |
De 181 a 360 dias | 20% |
De 361 a 720 dias | 17,5% |
Acima de 720 dias | 15% |
Fundos de curto prazo
Prazo | IR |
Até 180 dias | 22,5% |
Acima de 180 dias | 20% |
Em boa parte das aplicações financeiras, o IR só é cobrado no momento do resgate. O valor a ser pago é calculado com base no tempo que o dinheiro ficou aplicado, e a cobrança ocorre apenas sobre os rendimentos.
No caso do come-cotas, como a cobrança é adiantada, a Receita Federal recolhe a alíquota mínima. Ou seja, 15% nos fundos de longo prazo e 20% nos de curto prazo.
Afinal, não tem como saber quando a pessoa resgatará a aplicação. Porém, no momento do resgate, haverá a cobrança complementar sobre a rentabilidade desde o último come-cotas, variando conforme o tempo que o valor ficou aplicado (como visto tabela regressiva do IR).
Boa parte dos fundos de investimentos contam com incidência de come-cotas semestralmente. Entre eles estão:
● Fundos de renda fixa
● Fundos multimercado
● Fundos cambiais
Por vários motivos! Lembra do exemplo do início do texto comparando os fundos de investimentos com um condomínio de apartamentos?
Pense o seguinte: será que um único morador do prédio conseguiria construir, sozinho, uma casa com piscina, sauna, espaço pet, quadra de esportes, salão de festas gourmet e cinema? É muito provável que não. Mas, sendo cotista de um condomínio, é possível usufruir de todas essas mordomias.
Com fundos de investimentos, é mais ou menos assim: diversos investidores se reúnem para adquirir cotas e, então, conseguem ter acesso a produtos financeiros que não conseguiriam sozinhos.
Além disso, quem aplica em fundos conta com uma gestão profissional dos ativos. Os gestores são especialistas em investimentos e acompanham o mercado de perto, sempre buscando as melhores oportunidades para potencializar os retornos.
Os fundos também se destacam pela facilidade. Por meio de uma única aplicação, o investidor tem acesso a vários ativos do mercado financeiro. Isso torna esse tipo de aplicação uma excelente maneira de diversificar os seus investimentos.
O come-cotas é apenas uma forma diferente de cobrança de um imposto que é devido.
Agora que você entendeu como funciona a tributação do come-cotas, que tal conhecer um pouco mais sobre os tipos de fundos de investimentos que existem no mercado? Há vários tipos de fundos com estratégias e características diferentes. Saber mais sobre eles vai ajudá-lo na hora de escolher os que farão parte da sua carteira de investimentos.
Primeiramente, é fundamental saber qual o seu perfil de investidor. É a partir do entendimento de quem você é, e do que busca no mundo dos investimentos, que você poderá fazer escolhas mais acertadas. Fatores como risco, possibilidade de retorno e prazo são fundamentais nessa hora.
Estar por dentro do que acontece no mercado e na economia também pode ajudá-lo a entender melhor como funciona este universo. Aqui no BB, você encontra uma série de podcasts, sobre investimentos, cenário econômico e bolsa. Confira a playlist InvesTalk BB, disponível no YouTube e Spotify.
Assim, você vai ficar por dentro das perspectivas de mercado e, é claro, dos fundos de investimentos. Tudo em um papo super legal e sem economês, com gente que sabe tudo do assunto.
Ficou mais fácil entender o que é o come-cotas? O BB o ajuda em tudo o que você imaginar e precisar. Compartilhe este conteúdo com quem ainda tem dúvidas sobre as tributações dos fundos de investimentos.
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]]>Conteúdo atualizado em 10 de julho de 2023.
O Dicionário do Deseconomês chega acelerando os motores, para explicar, de um jeito simples e descomplicado, como funciona a remuneração da conta corrente por meio dos produtos automáticos. E para mostrar por que ela pode ser interessante pra você.
Você já dirigiu um carro com câmbio automático? Mesmo que não, tente imaginar como é pilotar pela cidade sem precisar trocar de marcha ou segurar a embreagem na ladeira. O sistema do carro analisa por você, automaticamente, o momento certo de fazer esses movimentos. O que você ganha com isso? Comodidade.
Com os produtos automáticos é parecido.
Sabe quando você recebe o salário, paga as contas, os boletos, faz os seus investimentos, mas ainda sobram recursos que você deixa separados para as despesas do dia a dia? Então, as aplicações automáticas são uma forma simples e prática de se ter um rendimento sobre esse valor que fica parado na conta corrente.
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As aplicações automáticas possuem as funcionalidades de investimento do saldo credor, bem como de resgate, quando houver saldo devedor. E o bom é que elas têm rendimento diário, ou seja, proporcionam uma remuneração cotidiana.
Mas o melhor de tudo é que você não precisa fazer nenhum movimento para investir esses recursos.
Na prática, o sistema aplica o saldo da conta corrente. E quando você fizer um pagamento, uma transferência ou qualquer outra transação de débito, o valor necessário para essas operações também é resgatado sem necessidade de intervenção.
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Opa, não é bem isso. Os produtos automáticos são indicados para proporcionar uma rentabilização do saldo que fica parado em conta, não são considerados investimentos em si.
Voltando ao exemplo do carro com câmbio automático:
Ele pode ser supercômodo para o seu deslocamento na cidade no dia a dia, mas, talvez, não para fazer uma trilha, situação na qual o mais indicado é um veículo 4×4.
Se é para visitar a família no outro lado do país, aí pode ser mais recomendado ir de avião. Assim como existem diversos meios de transporte para cada perfil, objetivo e tempo que o viajante está disposto a gastar com o percurso, da mesma forma, há variados produtos de investimento.
Por isso, é tão importante conhecer o perfil e o momento de vida de cada investidor. Planeje seus objetivos e divida seus investimentos em caixinhas, uma para cada sonho.
E por que deixar aquele dinheiro parado em conta se ele pode ficar rendendo?
No Banco do Brasil, você pode dar um up na sua conta corrente e incluir o BB Rende Fácil. A adesão é direto no app, e o seu saldo pode render até 100% do CDI, conforme o tempo que você deixar o dinheiro lá.
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