O mundo dos investimentos é recheado de nomes que quase todo mundo já ouviu, mas que nem todos realmente entendem, como os termos renda fixa e renda variável, por exemplo. Se esse é o seu caso, pode respirar aliviado: o Blog BB preparou este conteúdo especialmente pra você.
Neste guia você vai entender de forma simples o que é renda fixa, por que ela leva esse nome, quais são os principais tipos e por que ela atrai tantos investidores, especialmente quem está começando ou buscando mais segurança na hora de aplicar.
O que é renda fixa e como ela funciona
A renda fixa é uma das modalidades de investimento mais populares do país. E não é por acaso. Ela recebe esse nome, pois ao aplicar seu dinheiro, você já sabe quais serão as taxas de remuneração do título, que pode ser emitido por instituições públicas, como o Tesouro Nacional, ou privadas, como bancos e empresas. Essa previsibilidade é justamente o que atrai tantos investidores, especialmente os mais conservadores, que buscam mais segurança no planejamento financeiro.
A forma como os juros são calculados varia de acordo com o tipo de título. Eles podem ser:
- Prefixados – Quando você conhece a rentabilidade no momento da aplicação, desde que leve o título até o vencimento.
- Pós-fixados – Quando o rendimento acompanha algum índice de referência, como a taxa básica de juros (Selic) ou ao índice de inflação (IPCA).
- Híbridos – Quando combinam as duas formas. É o caso do Tesouro IPCA+, que oferece uma taxa fixa mais a variação da inflação, garantindo um ganho real ao investidor.
Na prática, funciona como um empréstimo. Você empresta o seu dinheiro por um período e, em troca, recebe de volta o valor com um acréscimo, que são os juros acordados.
Mas fique atento! Se você decidir vender o título antes do prazo, o valor poderá variar de acordo com o mercado.

Os principais tipos de investimentos em renda fixa
Conhecer os tipos de investimento em renda fixa pode te ajudar na hora de escolher quais títulos fazem mais sentido para você. Confira os principais a seguir.
Tesouro Direto
Considerado um dos investimentos mais seguros do país, o Tesouro Direto permite que pessoas físicas invistam em títulos públicos federais emitidos pelo Tesouro Nacional. Na prática, isso significa que você está emprestando dinheiro para o governo em troca de uma remuneração definida.
A segurança dessa aplicação está no fato de que o Tesouro Nacional é o emissor da moeda do país. Em outras palavras, o governo federal tem a capacidade de imprimir dinheiro, o que reduz significativamente o risco de calote, já que, em última instância, pode honrar suas dívidas.
Certificado de Depósito Bancário (CDB)
Os CDBs são títulos emitidos por bancos. Quando você investe nele, está emprestando dinheiro para o banco em troca de receber juros. É uma opção comum na renda fixa, com diferentes prazos e tipos de rentabilidade.
Muitos CDBs têm a vantagem da liquidez diária, permitindo resgates a qualquer momento. Além disso, contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores de até R$ 250 mil por CPF e/ou CNPJ.
LCI e LCA
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos de renda fixa emitidos por bancos para financiar o mercado imobiliário e o agronegócio, respectivamente. Em troca, na data combinada, você recebe o seu dinheiro de volta acrescido de juros.
Um dos atrativos da LCI e LCA é que elas são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que pode aumentar a rentabilidade líquida do investimento. Assim como o CDB, elas também são protegidas pelo FGC.
CRI e CRA
Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) são títulos de renda fixa emitidos por securitizadoras. Eles representam a antecipação de pagamentos futuros de imóveis, no caso dos CRIs ou da produção agrícola, no caso dos CRAs.
A remuneração pode ser prefixada ou atrelada a indicadores como a inflação. Como não têm garantia do FGC, o risco está ligado a quem emitiu os créditos, uma construtora, incorporadora ou produtor rural.
Esses títulos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas e podem oferecem boa rentabilidade. Mas é preciso ficar atento à liquidez, já que para resgatar a rentabilidade prometida é preciso manter o título até o vencimento.
Debêntures
As debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas que precisam captar recursos para seus projetos. Ao investir, você está emprestando dinheiro diretamente para essas companhias.
Esse tipo de investimento pode ser uma boa opção para quem quer diversificar e está disposto a assumir um pouco mais de risco em troca de uma rentabilidade maior.
As debêntures não contam com a garantia do FGC, por isso exigem atenção. Já as debêntures incentivadas têm como diferencial a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.

Por que a renda fixa é considerada mais segura
A renda fixa é tão popular porque traz aquilo que muita gente procura quando começa a investir: estabilidade e previsibilidade. Como você já sabe desde o início como será a rentabilidade, fica mais fácil se planejar e enfrentar as oscilações do mercado. Por isso, ela pode ser a escolha ideal pra quem quer investir com segurança, principalmente se estiver dando os primeiros passos, ou quem tem um perfil de investidor conservador.
Para aqueles que já investem em renda variável é interessante manter uma parte dos recursos em renda fixa. Essa combinação ajuda a proteger o patrimônio, diversificar os investimentos e trazer mais equilíbrio para a carteira.
Diferenças entre renda fixa e renda variável
A dica sobre a diferença entre esses dois tipos de investimento já está no nome.
Na renda fixa, como explicado acima, você sabe desde o início qual será o rendimento ou, pelo menos, com base em qual indicador ele será calculado.
Na renda variável, você já não tem essa previsibilidade, pois os ganhos e as perdas variam conforme o mercado. Isso porque não há um valor de referência definido. A valorização ou desvalorização do ativo depende da demanda. Se muitas pessoas compram, o preço sobe. Se a procura diminui, o valor cai.
As ações de empresas são os exemplos mais conhecidos, mas também fazem parte da renda variável contratos de moedas, ouro e outros títulos negociados na Bolsa de Valores, como ETFs e BDRs.

Como escolher o melhor investimento de renda fixa para seu perfil
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A boa notícia é que a renda fixa tem opções para todos os perfis, dos mais conservadores aos moderados.
Se você está começando e busca mais segurança, títulos como o Tesouro Selic ou CDBs com liquidez diária são boas escolhas. Eles têm baixo risco e permitem resgate a qualquer momento.
Agora, se você pode deixar o dinheiro aplicado por mais tempo, vale considerar CDBs com vencimento fixo, LCIs, LCAs ou debêntures. Eles costumam ter prazos maiores, mas podem oferecer rentabilidades mais atrativas.
A renda fixa e a taxa Selic
A taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia, é usada como ferramenta para controlar a inflação. E isso influencia diretamente a rentabilidade de vários investimentos em renda fixa.
Em tempos de juros altos, títulos como o Tesouro Selic ou os CDBs pós fixados podem ser mais atrativos, pois estão atrelados à taxa Selic, garantindo ganhos proporcionais com baixo risco. Quando os juros estão mais baixos, mesmo com rentabilidades menores, a renda fixa segue sendo uma escolha interessante para quem busca segurança e estabilidade.
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