Tente imaginar o mundo dos investimentos como um parque de diversões. Nem todo mundo tem estômago para subir em uma montanha russa, não é mesmo?

Com a volatilidade em investimentos, é tipo isso… Enquanto uns gostam de mais adrenalina, outros preferem algo mais tranquilo. Mas calma, você verá que essa analogia não é tão louca como parece.

Este artigo faz parte da série Deseconomês, que o Banco do Brasil mantém também no YouTube, e que você já viu aqui no Blog BB.

O objetivo da série é traduzir expressões do mercado financeiro de um jeito divertido e ajudar todo mundo a investir uma graninha.

Então, vamos seguir com a volatilidade.

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O que é volatilidade no mercado financeiro?

No mercado financeiro, o termo volatilidade é bastante comum, e mostra os altos e baixos nos investimentos. 

Nessa estrada de sobe e desce, uma aplicação pode ser mais arriscada por estar mais suscetível a mudanças.

Quanto mais alta a volatilidade, maior o risco. Apesar disso, os ganhos podem vir a ser maiores.

Usar a combinação de investimentos com diferentes volatilidades é uma estratégia interessante na hora de montar uma carteira de investimentos diversificada.

Mas esse é um assunto para daqui a pouco. Vamos entender os diferentes tipos de volatilidade. 

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Volatilidade baixa e o carrossel

Alguns investidores querem se divertir, mas não gostam dos movimentos bruscos de brinquedos mais agitados.

Além disso, querem ter certeza de que, no final do seu tempo, estarão sãos e salvos e com uma dose a mais de felicidade no coração.

Esse exemplo ilustra um investimento de baixa volatilidade. Assim como o carrossel, uma aplicação em um produto com baixa volatilidade representa menor exposição ao risco, e, por consequência, tem menor rentabilidade esperada.

No caso do brinquedo, o rendimento menor equivale a menos adrenalina. Mas vale alertar que menor exposição ao risco não significa zero risco.

Afinal, embora seja muito difícil, até o carrossel pode ter um problema, não é mesmo?!

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Volatilidade média e o barco viking

Este brinquedo é para quem busca um nível moderado de adrenalina. Ele sobe e desce até uma altura controlada, assustando um pouco, mas ainda sem fazer o coração sair pela boca.

Na volatilidade média, as variações são um pouco fortes. Como no movimento do barco viking, a rentabilidade esperada equivalente à adrenalina após o passeio também costuma ser maior que a do carrossel.

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Volatilidade alta e a montanha russa

Aqui, a brincadeira é para os fortes. Cardíacos e crianças sem a altura mínima indicada não têm vez na montanha russa.

O sobe e desce é frequente, e os movimentos são imprevisíveis. Tem investidor que chega ao final pronto para a próxima e querendo correr para a fila de novo.

Mas há quem fique enjoado e precisando de apoio médico do ambulatório do parque. Por isso, é necessário ter cautela antes de brincar.

Quando falamos de investimento em produtos de alta volatilidade, o cenário é bastante próximo.

A rentabilidade varia com frequência, sendo que os altos e baixos fazem parte do percurso.

Como no parque, é preciso checar as condições, o horizonte de investimento, o perfil do investidor e os objetivos que se pretende alcançar.  

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Então, qual é a opção ideal?

O caminho ideal é a diversificação de investimentos, buscando equilíbrio entre risco e retorno.

Os recursos com previsão de utilização no curto prazo devem, sempre que possível, ser aplicados em produtos com menor risco e maior liquidez, já que o investidor poderá utilizá-los a qualquer momento. 

Aqui, o carrossel é a opção ideal, já que não seria muito legal precisar resgatar o dinheiro justamente no momento de baixa do barco viking ou da montanha russa, né? A reserva de emergência também entra aqui nesse conceito, lembra dela? 

Já aqueles recursos que o investidor está guardando para objetivos de médio e longo prazos podem ser distribuídos entre produtos com volatilidades maiores, permitindo uma exposição controlada a risco, em busca de melhores patamares de rentabilidade.

Ou seja, uma carteira de investimentos diversificada, com a combinação de investimentos de diferentes volatilidades, é um caminho interessante na busca desse equilíbrio entre risco e retorno.

Agora, voltando ao exemplo do parque de diversões, quantas vezes você vai entrar na fila do carrossel, quantas vezes na do barco viking e quantas na da monta russa vai depender do seu perfil de investidor.  Por falar em perfil de investidor, você conhece o seu?

E aí, curtiu o conteúdo? Assista abaixo ao vídeo do Deseconomês que trata do assunto: 

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