Mãe: a influenciadora da vida real 

Existe um tipo de influenciadora que não precisa de câmera, número de seguidores ou algoritmo para mudar vidas. Ela não agenda postagem, não tem patrocinador e raramente pensa no horário de pico do feed. 

Mas o alcance é outro: está nas escolhas do dia a dia, nos valores construídos em casa e nos gestos levados pelos filhos para a vida inteira. 

Em celebração ao Dia das Mães, o Banco do Brasil convidou Aline Carvalho, Flávia Queiroz e Juliana Furtado, mães e funcionárias do BB, para participar da campanha Mãe, a influenciadora da vida real.  

Com trajetórias diferentes, mas propósitos semelhantes, elas mostram, na prática, que a influência mais importante não é medida em curtidas, mas em legado.

Cada maternidade nasce de um jeito  

Nem sempre a maternidade chega como se imagina. Ela pode ser o resultado de um planejamento minucioso, uma surpresa antecipada ou o desejo de multiplicar o barulho e afeto de uma casa. Para cada uma dessas mulheres, tornar-se mãe teve um ponto de partida distinto, mas o mesmo impacto na identidade

Para Aline, o processo foi uma construção de vida até o momento da escolha. “Meus dois filhos nasceram de uma fertilização in vitro, um aos 37 e outro aos 39 anos. Costumo dizer que o Lucas, o mais velho, é meu milagre… E a Laura é meu presentinho, porque veio para completar a família”, conta. 

Essa completude também é sentida por Juliana, mas por meio da expansão. Criada em uma casa cheia de primos, festas e Natal barulhento, ela encontrou, na própria família, a réplica daquela energia. “Quando tive minha primeira filha, fui tomada por um sentimento de amor inigualável. Depois quis ter logo a segunda filha, e assim seguiu. Tudo o que vivi até eu me tornar mãe foi muito importante para eu conquistar os planos que tracei e a maternidade que escolhi viver”, relata a mãe de cinco. 

Já para Flávia, a maternidade chegou mais cedo e a transformou completamente. Hoje, cria o Guilherme ao lado da esposa, Kaká. Juntas, elas constroem, todos os dias, uma família que transborda em tudo que importa. “Eu não me tornei mãe só quando descobri que estava grávida. Eu me tornei mãe em cada escolha de cuidado, em cada entrega, em cada decisão de colocar o outro como prioridade”, explica.  

Toda mãe também já foi influenciada por outra figura materna 

Antes de serem um espelho para seus filhos, Aline, Juliana e Flávia foram reflexo de outras mulheres. A influência que elas exercem hoje é, em grande parte, o eco das vozes de suas próprias mães, adaptadas ao tempo e ao jeito de cada uma. 

Flávia carrega a afetividade como bússola. “Aprendi sobre força e amor. Amor caloroso, aquele que aquece o tempo todo, que está presente em tudo. Minha mãe me ensinou muito pelo exemplo, pelas palavras de carinho, responsabilidade com amor e cuidado com gentileza. Hoje eu entendo que muito do que eu sou veio dela. E isso me fez ter ainda mais consciência da responsabilidade que é ser referência para meu filho”, diz.  

Essa referência também despertou em Juliana o desejo da maternidade, embora tenha trazido o desafio de encontrar sua própria voz. “Minha mãe despertou em mim o desejo de ser mãe. Lembro da infância maravilhosa que ela e meu pai me proporcionaram. E, quando me tornei mãe, por muito tempo me cobrei por achar que não era tão boa quanto a minha. Até que percebi que cada uma tem seu jeito de maternar. Foi com ela que aprendi o que é carinho, que às vezes a gente precisa mais ouvir que falar. Foi ela quem me ensinou a não desistir no primeiro obstáculo, e isso carrego comigo todos os dias e transmito às minhas filhas e ao meu filho”, revela.  

No caso de Aline, o legado veio no amor pela literatura. “Talvez daí tenha surgido minha paixão pela escrita, que fez com que eu me tornasse escritora, paixão que hoje compartilho com meus filhos. Além disso, minha mãe sempre nos orientou e sempre deixou claro que cada ação tem consequência, e nós mesmos temos que lidar com elas. Então, eu sigo nessa linha com meus filhos, sou uma mãe que conversa muito e orienta, também dou um puxão de orelha quando precisa, mas tento explicar para eles a importância da responsabilidade com suas ações, porque sempre haverá consequências, boas ou não, e eles serão os principais afetados”, conta. 

A influência que acontece no exemplo diário 

Quando o assunto é influenciar, o discurso perde para a prática. Os filhos podem até não ouvir tudo o que os pais dizem, mas jamais deixam de observar o que fazem. É na repetição dos gestos, no cumprimento dos horários e na coerência das atitudes que o caráter vai sendo moldado.  

Juliana entende que essa presença é uma forma de autoridade que não se impõe pelo medo. “Pai, mãe ou aqueles que criam são as maiores autoridades na vida dos seus filhos. E, quando me refiro a autoridade, não estou me referindo a autoritarismo. Falo daquela pessoa que é quase uma entidade. Nos primeiros anos de vida, isso acontece e é uma das maiores responsabilidades de alguém”, define. 

Aline reforça que essa responsabilidade exige uma vigilância constante sobre a própria conduta. “Influenciamos os filhos o tempo todo com palavras, mas principalmente com ações. Então, procuro ser coerente, agir, pensar e falar com coerência, para que eles tenham essa base familiar e de princípios. Hoje percebo que eles compreendem nos pequenos gestos ou quando vejo eles reproduzindo algo, como o hábito da leitura, muito presente lá em casa”, observa. 

Essa reprodução espontânea é testemunhada por Flávia no dia a dia com o filho, Guilherme. “Eu percebo isso nos pequenos detalhes. Na forma como meu filho se expressa, no jeito que ele observa o mundo, nas palavras que ele repete, nas atitudes que ele imita. O Guilherme chega a ser chato com o cumprimento de horário e respeito ao tempo das pessoas. Esse tipo de momento mostra que o que a gente planta dentro de casa floresce”, comemora. 

O dia a dia real e tudo que ele ensina 

Perfeição só existe nas redes sociais A maternidade real é feita de agendas lotadas, cooperação necessária e, às vezes, um pouquinho de surto. É no ajuste das rotinas e na divisão de tarefas que se constrói a verdadeira rede de apoio, em que o amor se manifesta no cansaço compartilhado e na superação dos desafios.  

Juliana encara a correria de frente para dar conta da rotina com cinco filhos. “Cada um tem suas necessidades, escola, atividades extras e, às vezes, consultas médicas. Preciso conciliar minhas demandas pessoais com o trabalho e os filhos. Meu marido assume as primeiras horas do dia, e eu fico com a parte da tarde, com o grande apoio da minha mãe. Além disso, existe uma cooperação das filhas mais velhas no cuidado com os irmãos mais novos. E assim vamos nos ajustando. Eu tenho uma família numerosa, e todos temos que nos ajudar”, explica. 

Aline entende esse equilíbrio instintivamente. Ela e o marido são a única família das crianças em Brasília. “Fazemos muitas coisas juntos e gostamos muito disso. Minha maternidade foi muito desejada, então procuro aproveitar cada momento que tenho com eles”.  

Para Flávia, o segredo da engrenagem está na parceria e na quebra de padrões. “Aqui existe parceria de verdade. Eu, minha esposa e o Guilherme dividimos tudo, desde os cuidados do dia a dia até as decisões importantes. Mais do que tarefas, a gente constrói juntos um ambiente de acolhimento, respeito e presença”. E é daí que vem a principal mensagem que ela quer ensinar ao filho: “Família não tem um formato único. Família é onde existe amor, cuidado, verdade e presença”. 

O que o tempo guardará 

No fim do dia, quando as luzes se apagam, o que resta não é a perfeição, mas a memória do afeto. O desejo dessas três mães converge para o mesmo lugar: serem lembradas pela coragem de terem sido reais, presentes e, acima de tudo, lugares seguros para onde seus filhos sempre podem voltar. 

Aline espera que a lembrança seja sobre a essência. “Aqui existe partilha, existe amor e existe presença. Porque, no final, são esses momentos que ficam guardados para sempre”. Esse também é o sonho de Flávia: “Eu gostaria que o Guilherme dissesse que teve uma mãe presente, amorosa, carinhosa, que cuidou, ensinou, mas que foi um porto seguro. Que ele sabe que, a qualquer momento, estou disposta a recebê-lo de volta, independente das circunstâncias”.  

E Juliana, com sua trajetória de persistência, resume o sentimento que define a influência dessas mães incríveis: “Gostaria muito que meus filhos tivessem orgulho da mãe deles, que dissessem: ‘Minha mãe enfrentou momentos críticos, mas não desistiu. Ela é uma mulher de fé, forte, determinada e muito corajosa. E eu me sinto muito amado pela minha mãe’.”.

Assista ao vídeo da campanha Mãe: a influenciadora da vida real 

Mesmo quando não percebem, as mães estão sempre ensinando. Os relatos reais compartilhados por Aline, Flávia e Juliana fazem parte de um filme que celebra a presença, o afeto e a verdadeira influência que transforma gerações. 

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