Conteúdo atualizado em 28 de fevereiro de 2023.

O início de ano costuma chegar com muitas reflexões e planos de mudanças. É natural querermos melhorar de vida. Quem não deseja mais prosperidade e conforto?

Sonhar com dias melhores não é difícil, e isso inclui a almejada estabilidade financeira. A questão é: como conquistá-la?

Uma famosa frase do escritor Machado de Assis, que também era contador, vejam só, diz: “o dinheiro não traz felicidade para quem não sabe o que fazer com ele”.

Mas certo também é que a falta de recursos e o aumento das dívidas podem trazer muitos desafios.

Orçamento apertado, vida afetada

A maior pesquisa sobre saúde financeira já realizada no Brasil, pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em cooperação com o Banco Central, mostra que o brasileiro está com o orçamento justo: 64% empatam ou gastam mais do que ganham; e 58% acreditam que os problemas financeiros afetam a vida familiar.

A reserva de emergência ainda é uma realidade para poucos. Apenas 22% das pessoas se dizem capazes de assumir uma despesa inesperada.

Enquanto isso, a educação financeira não é uma solução ao alcance de todos, e somente 34% da população se julga capaz de identificar um bom investimento.

Esse cenário sustenta a manutenção de uma parte endividada da população, pessoas que recorrem com frequência ao crédito pessoal e têm fatias do orçamento comprometidas com pagamento de parcelas e juros.

O tamanho dessas dívidas pode levar a pequenos atrasos nas contas mensais e, se não houver cuidado e controle, a uma grande inadimplência.

Para mudar essa lógica, é preciso quebrar a ciranda do pagamento de juros em cascata, evitando uma retroalimentação no crescimento das dívidas.

Mas isso só é possível se a questão for encarada de frente.

Fato é que, para cultivar uma relação mais saudável com o dinheiro, precisamos falar sobre ele. 

O primeiro passo é ter clareza sobre a situação em que nos encontramos.

Como vai sua saúde financeira?

Para ajudar na tarefa, a Febraban lançou, em meados de 2021, o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB/Febraban).

A ferramenta é um termômetro que permite medir a situação das finanças pessoais e compará-la com a média brasileira.

Além do diagnóstico, o I-SFB direciona o usuário a conteúdos específicos para as dificuldades pessoais identificadas.

Afinal, o conhecimento é essencial na evolução da relação com o dinheiro.

Essa consciência exige um olhar para o orçamento pessoal e um enfrentamento dos possíveis excessos nos gastos, ou nas necessidades de novas receitas, dentro das possibilidades de cada um.

É importante pensar em como queremos viver lá na frente, nossa realidade futura depende das ações do presente.

Se gastamos muito hoje, deixamos de poupar.

Em contrapartida, ao ficarmos obsessivos com o acúmulo de dinheiro, podemos perder oportunidades e experiências. O equilíbrio dessa balança é o caminho a se buscar.

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Como lidar com as dívidas?

Pelos mais diversos motivos, algumas pessoas acabam mergulhando em dívidas que fogem do controle, a ponto de não enxergarem uma saída para a situação.

Caso isso aconteça, é imprescindível reservar um tempo para descobrir a real dimensão dos valores devidos

Para isso, levante todas as dívidas e entre em contato com os locais em que elas foram feitas, para que você possa ter um quadro mais claro da situação: será que a dívida é de R$ 1.000, R$ 5.000, R$ 10.000 ou mais?

Com esse valor identificado, fica mais fácil saber se você conseguiria pagar adiantado, negociando um desconto por isso. Ou como serão os próximos meses, considerando esses valores.

No Banco do Brasil, você pode verificar a possibilidade de negociação por meio da solução de dívidas.

Ah, e claro, sempre avalie uma nova compra lembrando das dívidas que você já possui. 

Uma forma é sempre se perguntar se você precisa realmente do produto e se tem o dinheiro para pagar à vista. 

Se você responder não a uma dessas duas perguntas, é melhor deixar a aquisição para um outro momento. 

Um grande aliado na organização do seu orçamento é o Minhas Finanças, no app do Banco do Brasil. Lá, todos os seus lançamentos de conta corrente e dos cartões de crédito são classificados em grupos de consumo, o que facilita a identificação do destino do seu dinheiro e, também, o gerenciamento da sua vida financeira direto no celular. 

E fica ainda melhor. Uma das facilidades do Minhas Finanças é o extrato multibanco. Com ele, você pode reunir as movimentações de todas as suas contas e cartões de outros bancos em um só lugar. Para isso, basta você compartilhar os seus dados de outros bancos com o BB. Esta é uma das vantagens criadas pelo Open Finance

E o controle está nas suas mãos: você escolhe quais dados e por quanto tempo deseja compartilhar essas informações.  

Você ainda pode criar objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo e programar lançamentos futuros na agenda. Tudo ao alcance de poucos cliques.  

Construindo hoje um novo amanhã

Os resultados de uma nova postura financeira não virão de um dia para o outro.

Por isso, é importante ter paciência. Mas os primeiros passos precisam ser dados.

Com mudança de hábitos e maior consciência de seus ganhos e despesas, você começa a caminhar para um novo perfil: cada vez mais distante de dívidas, cada vez mais próximo de ser um poupador.

Nunca é tarde para começar a colocar as contas em dia. Que tal começar hoje mesmo, com essas dicas de cursos gratuitos, livros e filmes sobre educação financeira?

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