Jorge Lucas é um personagem fictício. Mas a sua história é construída a partir de diversos relatos de pessoas reais que já foram vítimas de algum golpe. 

E como as fraudes eletrônicas ficam cada vez mais sofisticadas e frequentes, é muito provável que você conheça algum caso bem semelhante. 

Jorge Lucas é bastante ativo em suas redes sociais. No Instagram publica fotos de jantares, viagens e conquistas. No LinkedIn, cita promoções, projetos e contatos, claro. E-mail e telefone, para o caso de alguma sondagem profissional.

No início da semana, Jorge recebeu um SMS do banco informando que sua conta seria bloqueada. Pior, na véspera de uma viagem. Mais que depressa, clicou no link, informou dados como CPF, agência, conta e endereço. Alívio, pois tudo parecia certo.

Na semana seguinte, Jorge recebeu um e-mail da fabricante do seu carro, convidando para o evento de lançamento de um novo modelo. Público exclusivo, dizia a mensagem. Lá, ele poderia entrar na lista de futuros compradores, com um excelente desconto. Para isso, ele precisava responder uma pesquisa sobre seu padrão de vida, faixa salarial e investimentos. Uma ótima oportunidade, já que ele queria mesmo trocar de carro.

Mais alguns dias se passaram e Jorge recebeu a ligação do seu banco. Havia uma compra no seu cartão com valor bem alto e queriam confirmar se ele mesmo tinha feito. Não, ele não tinha feito aquela compra. A atendente então solicitou alguns dados para que o lançamento fosse bloqueado de imediato. Jorge informou os dados do cartão e a senha da conta.

Você já imagina como acaba essa história, não é? O SMS do banco, o e-mail do fabricante de carro e o contato telefônico eram de remetentes falsos e foram usados para capturar as informações de que o criminoso precisava.

As ações isoladas, além de não causarem suspeitas em Jorge, ainda o induziram a informar os dados sigilosos da sua conta, que foram usados no golpe.

A situação descrita acima ocorre, na prática, com poucas diferenças, em muitas tentativas de golpes. Uma característica comum é que os golpistas fazem a lição de casa. Em perfis abertos das redes sociais, conseguem descobrir facilmente onde a vítima trabalha, em que escola o filho estuda e qual seu padrão de vida.

Apesar de ser uma informação relevante para quem presta um serviço ou pode estar aberto a novas oportunidades de trabalho, o número de telefone pessoal é um dado sensível, que muitas vezes está exposto nas redes sociais.

Além dos cuidados com senhas e credenciais, nas redes sociais é preciso resguardar um certo sigilo sobre dados pessoais. Por isso, é importante prestar atenção às configurações de privacidade. Evite deixar públicas informações como e-mail, endereço, telefone ou CPF.

Gostou dessas dicas de segurança digital? Sabe onde você pode encontrar muitas outras como essas? No podcast BB Segurança em Rede, aqui mesmo no Blog BB.

A cada quinze dias, tem conteúdo novo para você. Já estão disponíveis os cinco primeiros episódios, que abordam, de um jeito leve e descomplicado, temas como: o golpe da falsa central, os benefícios da biometria, os perigos do phishing, os cuidados com as senhas e dicas para manter a conta segura.

Então aproveite para ouvir e compartilhar com amigos e parentes. Você pode ajudar muita gente assim. A informação é sempre a melhor forma de evitar golpes.

Para outras dicas valiosas, você também pode consultar o Guia de Segurança do BB.

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