Conteúdo atualizado em 8 de janeiro de 2024
O dia 16 de janeiro de 2023 já nasce histórico para o Banco do Brasil. Afinal, pela primeira vez em mais de dois séculos, temos uma mulher à frente da instituição. Para se ter uma ideia da magnitude deste momento, a chegada de Tarciana Medeiros à presidência ocorre 214 anos depois do nascimento da empresa e quase 100 anos após a primeira mulher entrar para o Banco.
A pioneira Emma Medeiros – que leva o mesmo sobrenome de Tarciana – tomou posse no BB em 1924, aos 20 anos de idade, e trabalhou durante 30 anos na agência Pelotas, no Rio Grande do Sul. Ela marcou história no Banco e faleceu aos 102 anos, em 2006.
A presença e ascensão feminina no BB é algo que foi construído ao longo dos anos e com constantes quebras de paradigmas protagonizadas por elas que, durante um longo período, sequer podiam fazer o concurso.
Após o concurso no qual dona Emma ingressou no Banco, o BB passou vários anos sem oferecer vagas para mulheres. Somente em 1969, uma portaria autorizou a entrada de escriturarias novamente no BB.
Mulheres do BB
Hoje o Banco do Brasil tem quase metade do seu quadro ocupado por mulheres. Ainda assim, levou-se muito tempo para que elas chegassem à alta direção: somente no final do século XX tivemos uma gerente executiva e apenas em 2003 foi nomeada a primeira diretora.
Ao longo dos anos, foi feita adesão a programas pró-equidade do Brasil e do exterior, criação de fóruns e compromissos pela equidade, além de um programa de capacitação específico, o Liderança Feminina, que teve sua primeira edição lançada em 2018.
Numa perspectiva histórica, que você pode acompanhar logo abaixo, salta aos olhos como a participação e ascensão das mulheres na empresa aconteceu em passos lentos. Por outro lado, reconhecer essa realidade também nos permite celebrar todas as conquistas e o protagonismo feminino que se intensificaram nos anos mais recentes. A chegada da primeira mulher ao comando da Empresa é consequência dessa sucessiva quebra de paradigmas e será importante para acelerar os avanços que ainda se fazem necessários.
1924 – Toma posse dona Emma, umas das primeiras funcionárias do Banco do Brasil;
1969 – Concurso público volta a ser aberto às mulheres;
1974 – Assumem alguns cargos de supervisão e chefia, como conferente, sub-chefe e chefe de seção. Representavam 10% do quadro do Banco;
1976 – Passam a participar de processos seletivos internos que antes eram abertos apenas para os homens;
1979 – É nomeada a primeira mulher em cargo de administração em agência;
1987 – São aprovadas na seleção para administradores e chegam às agências no exterior;
1991 – É inaugurada a primeira agência formada apenas por mulheres;
1996 – É nomeada, na Diretoria de Governo, a primeira gerente executiva. Neste mesmo ano, mais duas mulheres também foram nomeadas para o mesmo cargo;
2003 – Foi nomeada a primeira mulher como diretora do BB, na Diretoria Gestão de Pessoas;
2006 – Adesão ao Programa de Pró-Equidade de Gênero e Raça da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres da Presidência da República;
2010 – Adesão aos Princípios de Empoderamento das Mulheres das Nações Unidas;
2012 – BB torna-se membro do Comitê de Articulação e Monitoramento do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres;
2013 – Assinatura do Contrato – Casa da Mulher Brasileira;
2014 – Adesão à Campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha: Fórum BB Equidade de Gênero;
2018 – Lançado o programa Liderança Feminina;
2020 – Pela primeira vez, uma empresa coligada (Brasilprev) tem uma mulher na presidência;
2021 – É nomeada a primeira vice-presidente do BB;
O Conselho de Administração é presidido por uma mulher pela primeira vez;
Gerência de Relações com Investidores passa a ser liderada por uma funcionária;
2022 – BB, BB Asset e BB Consórcios conquistam selo WOB (Women on Board);
2023 – Toma posse a primeira presidenta do Banco do Brasil.
“Não sou apenas representante do meu time. Sou seu espelho”
Funcionária do BB há 22 anos, Tarciana tomou posse na noite desta segunda-feira, 16, em cerimônia no CCBB Brasília.
Em seu discurso, lembrou as suas raízes. “Eu, mulher nordestina, paraibana, mãe, quando fui indicada para ser a primeira presidenta do BB, voltei exatamente para as minhas raízes, aquilo que me forma como pessoa e como profissional. E agora presidenta do BB”, afirmou. Ainda se emocionou ao falar do reconhecimento técnico do time do Banco do Brasil pela sua nomeação e agradeceu o acolhimento carinhoso recebido pelos cerca de 85 mil funcionários do Banco.
A presidenta também lembrou que somos a primeira instituição bancária do país e que, ao longo de nossa história, participamos ativamente do desenvolvimento econômico e social do Brasil. “Esse continua e permanecerá sendo o nosso jeito de ser BB. Essa é a nossa essência. A nossa base. Afinal, queremos ser uma empresa que proporciona a melhor experiência para a vida das pessoas. Que promove o desenvolvimento da sociedade, de forma inovadora e eficiente. E que ajuda pessoas, empresas, administrações públicas e instituições a alcançarem objetivos, metas, sonhos”, discursou.
Diversidade como marca de gestão
“Nosso banco é diverso, em um país diverso. Nós somos a cara do Brasil. Conhecemos a realidade de cada comunidade em que atuamos. Somos parte dessas comunidades e ajudamos a moldar as culturas locais. Participamos ativamente da vida social, das atividades econômicas, das manifestações artísticas, dos credos e cores. Não só falamos a mesma língua como temos os diversos sotaques. Compartilhamos os desafios e as oportunidades. Estamos em todos os cantos, juntos e misturados. Portanto, falar de Banco do Brasil é falar de pessoas.”, reconheceu Tarciana que, logo em seguida, se comprometeu a fazer da diversidade uma das marcas de sua gestão: “O Banco do Brasil vai vivenciar a diversidade plena, na prática”.
Um BB para cada cliente
“Vamos entregar um Banco do Brasil sob medida para cada cliente, reforçando a melhor experiência em produtos e serviços. Atendendo às necessidades mais específicas e superando as expectativas dos mais diversos públicos. Dar crédito é acreditar nas pessoas. Nós acreditamos nos brasileiros”, declarou a presidenta.
Atuação comercial e pública
Durante sua gestão, Tarciana prevê o avanço na educação e inclusão financeira, com soluções de crédito modernas, simples e adequadas. Também reafirmou o compromisso para a construção de uma economia mais verde, de forma a reforçar a sustentabilidade socioambiental.
Em seu discurso final, a presidenta reafirmou a necessidade de acelerar a transformação digital em curso no Banco, e, para isso, investir ainda mais em pessoas e em novas tecnologias: “Nossa transformação digital será consolidada pela capacitação continuada e pelo protagonismo dos funcionários (…) para isso vamos incentivar uma cultura organizacional que promova o orgulho de pertencimento, o protagonismo, a capacidade inovadora e o justo reconhecimento pelos resultados alcançados. Tudo isso só é possível a partir da pluralidade de ideias”.
“Vibraremos juntos com cada projeto implementado, cada melhoria de processo, cada cliente satisfeito, cada cidadão respeitado, cada retorno de capital investido. E nos sentiremos realizados ao saber que podemos participar ativamente da transformação do país em uma nação que valoriza seu povo e sua cultura, gerando menos desigualdades e muito mais oportunidades”, concluiu.
Mais mulheres na liderança
O BB quer mais mulheres em cargos de liderança e é por isso que uma das metas do Banco é atingir 30% de mulheres nesses cargos até 2025. Essa meta faz parte de um conjunto de outros 11 compromissos assumidos pelo BB em Agosto de 2023 em busca de um desenvolvimento mais sustentável e um futuro mais inclusivo.
Se você quiser saber mais sobre o que o BB tem feito pelas causas sustentáveis, de diversidade e inclusão, você pode conferir mais sobre as ações em Diversidade – Portal BB.
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