Você já parou para pensar em quantas mulheres negras marcaram a história do Brasil — e quantas delas você realmente conhece? Neste 25 de julho, o Banco do Brasil aproveita o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha para lançar uma nova fase do projeto Faces Negras Importam, que tem um objetivo simples e poderoso: dar rosto, voz e visibilidade a mulheres negras que foram fundamentais para a construção do nosso país.
Tereza, Luiza e Maria: nomes que merecem estar nos livros (e nas buscas do Google)
O projeto homenageia três figuras históricas incríveis: Tereza de Benguela, Luiza Mahin e Maria Felipa. Mulheres que lideraram, resistiram e deixaram um legado que ainda ecoa. A proposta é coletiva: substituir imagens genéricas e estereotipadas por representações reais e inspiradoras dessas líderes. Como? Compartilhando imagens nas redes sociais, usando hashtags com os nomes delas e seguindo um tutorial para atualizar os resultados de busca.
Mais que homenagem, um compromisso com o futuro
Essa ação faz parte da Agenda 30 BB e da Estratégia de Cidadania e Sustentabilidade 2025-2028, que reforçam o papel do banco na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e sustentável. E não para por aí: agências do BB estão sendo renomeadas em homenagem a essas mulheres — como a agência de Salvador que agora leva o nome de Maria Felipa, e a de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), que será batizada como Tereza de Benguela.
Selos, eventos e muita história para contar
Em parceria com os Correios, o BB também lançou selos com os rostos dessas três mulheres, em um evento emocionante no Museu dos Correios, em Brasília. E para quem quiser mergulhar ainda mais fundo, o projeto conta com o trabalho de pesquisadoras negras que dedicam suas vidas a resgatar essas histórias com rigor e sensibilidade.
Conheça as pesquisadoras do Faces Negras Importam

Aline Najara da Silva Gonçalves – Mulher negra, natural de Alagoinhas, Bahia. Doutora em História (UFRRJ), mestre em Estudos da Linguagem (UNEB) e especialista em História Afro-Brasileira (FAVIC). Autora dos livros “Luiza Mahin: Uma Rainha Africana no Brasil” (CEAP, 2011) e “Luiza Mahin: A Guerreira dos Malês” (CEAP, 2011) e da tese “É conter os negros: debates e narrativas sobre a questão do elemento servil no Império do Brasil, 1865-1908” (UFRRJ, 2022). Suas pesquisas estão centradas na história do processo de emancipação da mão de obra escravizada e do pós-abolição no Brasil. Atualmente desenvolve pesquisa de pós-doutorado no Centro de Estudos Latino-Americanos (CLAS) da Universidade de Pittsburgh (EUA), no âmbito do Consórcio Universitário de Estudos Afro-Latino-Americanos.

Rejane Mira – Mestre em Desenvolvimento Regional, especialista em Metodologia do Ensino Superior e turismóloga. Realizou diversos trabalhos de consultoria em turismo e interpretação do patrimônio em destinos da Bahia. Foi professora na Faculdade de Turismo da Bahia, no Instituto Federal da Bahia e na Fundação Visconde de Cairu. Autora do livro “Turismo e Interpretação do Patrimônio: Uma abordagem comunitária”. Sócia da Cria Rumo Consultoria, consultora e instrutora do Sebrae nas áreas de turismo, cultura e economia criativa.

Silviane Ramos Lopes da Silva – Mulher negra quilombola. Professora doutora da Seduc/Unemat – Gedifi/Fiocruz latinas. Pesquisadora pertencente à comunidade do Calvário de Vila Bela da Santíssima Trindade. Historiadora e socióloga, afroartivista e produtora cultural, escritora e presidente fundadora do Coletivo Herdeiras do Quariterê. Idealizadora do projeto Potências Negras Criativas, que alcança hoje 14 dos 26 estados do nosso país transformando a vida de pessoas negras. Mãe de Júlia Beatriz e Ian, filha de Maria das Dores, neta de Gregória Marques Ramos, bisneta de Teodora e tataraneta de Tereza! Marca, assim, a pertença da quinta geração de Tereza de Benguela.
Quem foi Tereza de Benguela?
Tereza foi uma verdadeira rainha quilombola do século XVIII. Com inteligência e liderança, organizou a vida política e econômica do mocambo do Quariterê, garantindo sua sobrevivência por mais de 20 anos — o dobro da expectativa de vida da época. Sua história é símbolo de resistência, coletividade e poder feminino.
Participe desse movimento
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