O ano de 2025 foi marcado por mudanças significativas na pecuária brasileira. Logo de início, as exportações ganharam força, tanto de carne quanto de bovinos vivos, garantindo ritmo ao setor mesmo com um mercado interno mais desafiador. Esse movimento ajudou a sustentar preços e manter a atividade aquecida ao longo do ano.
Os números confirmam essa dinâmica: o abate de bovinos cresceu 7% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, somando mais de 11 milhões de cabeças sob inspeção oficial, segundo pesquisa trimestral de produção animal do IBGE. Isso reflete a combinação de demanda interna consistente, maior procura externa e necessidade dos frigoríficos de manter oferta regular.
Mesmo assim, o ano começou com expectativas de uma possível retração, já que muitos esperavam o início da fase de retenção de fêmeas, sinalizando a virada do ciclo pecuário. A previsão de retenção, que marcaria a virada do ciclo em 2025, acabou não acontecendo por uma série de fatores econômicos e de mercado (como o preço do bezerro baixo, não dando motivos para manter a fêmea na fazenda para reproduzir), o que levou os pecuaristas, especialmente os de cria, a manterem o abate de suas fêmeas.
Paralelo internacional
No comércio internacional, o Brasil seguiu ganhando espaço. Até outubro, as exportações de carne já alcançavam praticamente todo o volume enviado em 2024, e o embarque de bovinos vivos também registrou alta importante, segundo dados do CEPEA. Esse avanço contribuiu para a valorização da arroba em regiões como o Centro-Oeste, onde a oferta mais enxuta se somou à pressão do mercado externo.
Outro fator que marcou 2025 foram as mudanças nas tarifas impostas pelos Estados Unidos. No início do ano, o governo Trump anunciou sobretaxas sobre a carne bovina brasileira, gerando insegurança e debates sobre o impacto nas vendas para um dos principais mercados importadores. Embora parte dessas tarifas tenha sido revista posteriormente, e depois até retiradas, o episódio reforçou a necessidade de diversificar destinos e mostrou como decisões internacionais podem influenciar diretamente os preços e o planejamento do produtor. Ainda assim, o Brasil manteve forte ritmo de exportações, redirecionando cargas e aproveitando oportunidades em outros países.
Em resumo, 2025 consolidou as exportações como um dos pilares da pecuária nacional, mas também evidenciou a importância de equilibrar oferta, clima, abate e reposição do rebanho. Foi um ano de adaptação e triunfo, e que prepara o terreno para tendências importantes em 2026.

E qual o cenário em 2026?
1. Exportações continuam puxando o setor
Com mercados mais diversificados e demanda global firme, a expectativa é de novo avanço das exportações em 2026. O Brasil deve reforçar sua posição como um dos principais fornecedores de proteína bovina, sustentado por competitividade e eficiência logística.
2. Sustentabilidade e rastreabilidade ganham peso
A pressão por práticas mais ambientais, transparência e comprovação de origem deve aumentar. Protocolos de bem-estar e rastreabilidade tendem a se tornar diferenciais claros para produtores que buscam acessar mercados premium e manter competitividade. Um destaque no Brasil é o SafeBeef, um produto iRancho.
3. Tecnologia como força-motriz: uma revolução já em curso
A digitalização da pecuária deixou de ser promessa e se tornou realidade. Cada vez mais fazendas adotam soluções de gestão, coleta de dados em tempo real e tomada de decisão baseada em informação, um movimento que deve se intensificar em 2026. Plataformas como o iRancho, que integram registro de manejos, planejamento, indicadores produtivos e previsibilidade do rebanho, mostram como a tecnologia passou a ser parte central da rotina no campo. Essa revolução silenciosa já está acontecendo: produtores que organizam dados, automatizam processos e monitoram desempenho ganham eficiência, reduzem custos e aumentam sua competitividade no mercado global.
Em um cenário cada vez mais competitivo, a pecuária entra em 2026 impulsionada por profissionalização, tecnologia e planejamento. Soluções como o iRancho mostram como a gestão inteligente já está transformando a rotina das fazendas, enquanto o Banco do Brasil segue como parceiro estratégico do produtor, oferecendo crédito, inovação e apoio para que o setor avance com segurança. Juntos, tecnologia e financiamento estruturado formam a base para um ano de oportunidades e crescimento sustentável.