Por Vicente Lo Duca, CFP®, Especialista em Estratégia de Alocação do BB

Olá, investidor. 

Janeiro é sempre aquele momento em que refletimos sobre os acontecimentos do ano anterior e projetamos nossas expectativas para o ano que começa. No início de 2021, com base no que foi observado em dezembro de 2020, as perspectivas eram positivas para o Brasil e o mundo. Algumas se concretizaram, outras não, impactando de formas diferentes o mercado interno e externo, trazendo volatilidade e mudanças de cenários de forma recorrente ao longo do ano. Ou seja, uma montanha-russa econômico-financeiro de emoções.

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Como foi 2021

Podemos dividir 2021 em dois grandes marcos: até junho e pós junho. Apesar da volatilidade e performance de altos e baixos do Ibovespa ao longo do primeiro semestre, chegamos ao meio do ano com um cenário ainda otimista para o Brasil. Os ativos de risco doméstico capturavam ganhos derivados do cenário externo favorável e do otimismo acerca da retomada econômica brasileira, do avanço da vacinação, do cenário fiscal controlado e das expectativas com as reformas administrativa e tributária.

No entanto, a partir da segunda metade do ano, além da terceira onda de Covid-19 na Europa e EUA, fatores mais estruturantes como: i) Inflação global;  ii) expectativa de retirada de estímulos monetários e fiscais; iii) riscos regulatórios na China; iv) e desaceleração da economia chinesa, começaram a trazer preocupações aos mercados

Apesar disso, a retomada da economia americana e resiliência dos mercados europeus contribuíram para que os índices S&P500 e Stoxx 50 fechassem o mês de dezembro em alta de 4,64% e 5,98%, respectivamente, totalizando um ganho acumulado no ano de 26,89% no índice americano e 20,99% no Europeu. Já o MSCI Emerging, que representa 27 mercados de países emergentes, fechou o ano em -4,59%, apesar da leve recuperação de 0,94% em dezembro, tendo sido impactado pela performance negativa dos índices chineses.

Já no cenário doméstico, discussões políticas, evolução do quadro fiscal e da agenda de reformas, além do aumento da taxa básica de juros para conter o avanço da inflação, impactaram o desempenho dos ativos nacionais. Apesar do Ibovespa ter fechado o mês de dezembro no positivo, na ordem de 2,85%, com aprovação da PEC dos precatórios e do orçamento de 2022, não foi suficiente para apagar as quedas anteriores, e o índice fechou 2021 em -11,93%. 

Esse carrossel de emoções também impactou a renda fixa. O índice IMA-B 5, que representa os títulos indexados à inflação de curto prazo, tiveram os melhores retornos, fechando o ano em 4,57%. Já o IMA-B, que é composto por títulos dos mais diversos prazos, o retorno foi negativo, em -1,26%, assim como os prefixados (IRF-M), que sofreram com a abertura da curva de juros ao longo ano, finalizando 2021 com retorno de -1,99%, apesar dos retornos positivos nos últimos dois meses.

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Como ficaram as performances das nossas carteiras

Após esse cenário diverso ao longo de 2021, nossas carteiras fecharam o mês de dezembro no campo positivo, contribuindo positivamente para a performance do ano.  A carteira Conservadora fechou 2021 em 4,13%, a Moderada em 2,93%, a Arrojada em 2,65% e a Agressiva em 1,60%. Quando analisamos sob uma perspectiva maior, em 24 meses os retornos foram respectivamente de 6,86%, 8,15%, 11,41%, 9,03 % (lembrando que a carteira Agressiva teve início em setembro/20). Com isso, as carteiras Moderada, Arrojada e Agressiva superaram o CDI no período.

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E para 2022?

Para 2022, acreditamos que teremos mais um ano com alta volatilidade nos mercados. No mercado interno, a atenção fica voltada para questões estruturais como o combate à inflação e a agenda de reformas. Do ponto de vista conjuntural, temos um novo ciclo eleitoral pela frente. Já no cenário externo, o quadro segue positivo, com a economia americana crescendo em bom ritmo. Ao mesmo tempo, questões inflacionárias e sanitárias (com eventuais novas variantes de Covid-19), além de desafios que devem ser enfrentados por países emergentes, requerem cautela. 

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O que muda em nossas sugestões de investimento

Diante do que falamos até aqui, realizamos ajustes em nossos modelos de carteiras, o que se refletiu em alterações das alocações estruturais de cada uma das classes, em cada um dos perfis. Optamos por diminuir o risco assumido em nossas carteiras, dado o cenário projetivo e o custo de oportunidade de alocação, considerando um CDI em maior patamar.

Diminuímos a exposição em prefixados, indexados à inflação e multimercados em todos os perfis. Aumentamos a exposição a ativos pós fixados e investimentos no exterior, e calibramos a alocação em renda variável. Desta forma, acreditamos posicionar a carteira de uma forma que atende melhor à expectativa de proteção de patrimônio, sem deixar de lado os ativos que podem incrementar o resultado das carteiras ao longo de 2022.

Por fim, investidor, lembre-se que aqui no BB possuímos um time de especialistas e gerentes preparados para oferecerem-te apoiar com uma assessoria de investimentos única e qualificada.

Desejamos um ótimo 2022! 

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