A quarta e última fase do Open Banking está a caminho. Muito mais do que uma etapa no cronograma, a mudança marca a entrada em um novo momento do sistema financeiro brasileiro: o Open Finance.

Será o começo do compartilhamento de dados sobre Investimentos, Seguros, Câmbio e Previdência.

Em outras palavras, é a reta final para que, em breve, você possa contar com produtos mais personalizados e condições mais aderentes ao seu perfil durante a contratação de serviços, inclusive aqueles comercializados por corretoras ou seguradoras, por exemplo, sempre com o seu total controle sobre com quem e quando compartilhar os dados.

Confira as mudanças que chegam com a quarta fase.

Na primeira etapa dessa fase, você ainda não poderá compartilhar as suas informações pessoais em relação a esses produtos. As instituições financeiras que operam investimentos compartilharão as informações referentes aos respectivos portfólios. As informações tratam dos seguintes produtos: CDB, RDB, LCI, LCA, cotas de fundos de investimento, títulos do Tesouro Direto, ações, cotas de fundos de índices listados em bolsa, debêntures, CRI e CRA.

Entre os dados que serão compartilhadas estão as taxas de administração e de performance, por exemplo. São informações importantes que trarão mais transparência ao mercado e permitirão a comparação de portfólio e dos seus atributos entre as instituições participantes.

Ou seja, em breve, você terá muito mais clareza para avaliar, entre outros, se manter um investimento em uma corretora é vantajoso em relação ao portfólio disponível no seu banco de relacionamento, onde você já concentra operações bancárias.

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Quem precisa fazer a troca de moedas também será contemplado pelo Open Finance. Nesse primeiro momento, as empresas que operam no segmento compartilharão as informações sobre o Valor Efetivo Total (VET) e a taxa de câmbio praticada, além de tarifas e taxas de serviço para quem se cadastrar nessas empresas.

No mercado de seguros, a revolução também será grande. Inicialmente, as empresas que atuam no setor disponibilizarão os dados referentes aos canais de atendimento e os produtos disponíveis.

O compartilhamento de dados dos clientes, como cadastros e registros de produtos, está previsto para maio de 2022, assim como os demais produtos dessa fase Open Finance. Só depois a oferta de produtos e serviços mais personalizados deverá ocorrer.

A ideia é que o cliente possa compartilhar dados sobre os produtos e serviços já contratados entre as seguradoras, bem como realizar operações como a portabilidade de seguros, aumentar a agilidade na comunicação de eventos como o Aviso de Sinistro, realizar alterações de contrato, modificar os produtos contratados e outros.

O sistema também permitirá menores prazos para o pagamento de indenizações, quando ocorrerem. Essas inovações serão viabilizadas por etapas.

No caso da previdência complementar ou privada, nessa etapa inicial, as empresas do segmento compartilharão apenas as informações sobre os produtos e as tarifas praticadas.

E lá em maio de 2022, os clientes também poderão autorizar o compartilhamento das suas informações pessoais relacionadas a esse tipo de produto.

A partir daí você começará a perceber as vantagens do Sistema Financeiro Aberto, como mais agilidade nas operações de portabilidade de contratos e de migração de instituição.

Com a entrada desses produtos financeiros, a integração do sistema financeiro terá uma amplitude muito maior e quem mais tem a ganhar é você. Conhecendo melhor o seu perfil, os bancos, as corretoras, as fintechs, as seguradoras e as demais instituições participantes conseguirão realizar ofertas mais aderentes às suas necessidades. Além disso, a abertura dos portfólios e das taxas praticadas tendem a estimular ainda mais a concorrência no setor, em que o principal decisor será você.

E aí, já está pronto para o Open Finance? Compartilhe os seus dados com o BB e aumente as suas chances de ter mais limites e benefícios.

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