Júlio Sete Inácio é bacharel em Administração, com pós-graduação em Recursos Humanos. Atua como gerente de serviços na agência São Sebastião da Bela Vista, em Minas Gerais.

As pequenas empresas são a grande mola propulsora da economia brasileira. No país, existem hoje 17,5 milhões de pequenas empresas, responsáveis por 44,8% dos empregos formais. Os últimos dois anos foram desafiadores para esse segmento, porém houve um aumento significativo na quantidade de empresas abertas em 2021, seja por necessidade (pessoas que perderam o emprego, por exemplo), seja por enxergarem uma oportunidade no ambiente de negócios.
O artigo traz um panorama do empreendedorismo brasileiro e como o BB pode apoiar as micro e pequenas empresas nesse momento de retomada da economia.
O Brasil é um celeiro de empreendedores. 2021 já é conhecido como o ano com o maior número de abertura de novas empresas desde 2018. Dados apontam que mais de 3,7 milhões de novos CNPJs foram criados no último ano. É fato que a crise global gerada pela pandemia da Covid-19 tem a sua contribuição nesse número, já que muitas pessoas perderam as suas posições e tiveram que se reinventar.
O setor que inclui as empresas de transporte individual, por meio de aplicativos, e as de vendas online é o que mais impulsionou o processo de abertura de novas empresas. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o setor de tecnologia foi o que mais se destacou em relação às empresas abertas. A tendência da digitalização dos processos mostra-se irreversível. Vários dos novos negócios abertos são voltados justamente para o apoio ao processo de digitalização das empresas, com mudanças que foram repentinamente implementadas como critério de sobrevivência ao período da pandemia.
Vale ressaltar as mudanças pelas quais passam também o setor bancário. Dados divulgados pelo BB ao mercado em 2021 dão conta de que 90,3% das transações bancárias já são realizadas em plataformas digitais. Em agosto de 2020, eram contabilizadas 771 fintechs no Brasil, que são as startups do segmento financeiro.
E por falar em startups, empresas com base em novas tecnologias, não tem como ignorar a relevante contribuição delas na expansão do empreendedorismo brasileiro. O número desse tipo de empreendimento cresceu 207% no período entre 2015 e 2019, conforme levantamento da Associação Brasileira de Startups. E 47% dessas empresas são voltadas ao público Business to Business (B2B), ou seja, são negócios que apoiam o desenvolvimento e crescimento de outras empresas, relacionando-se com os dados do Sebrae vistos anteriormente.
Empreender no Brasil exige, acima de tudo, visão estratégica e capacidade de adaptação. Com a digitalização dos processos e o crescimento de modelos de negócio focados em eficiência, o sucesso depende de uma gestão financeira rigorosa e do uso inteligente de ferramentas tecnológicas. Seja qual for o setor ou a motivação inicial, manter o controle sobre o fluxo de caixa e a organização operacional é o caminho mais seguro para garantir a sustentabilidade e a competitividade da sua empresa a longo prazo.
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