Uma das técnicas mais espalhadas por cibercriminosos para aplicar golpes na internet é o phishing.

Utilizado para roubar dados pessoais, dinheiro ou instalar um malware (software malicioso) no dispositivo das vítimas, esse tipo de fraude eletrônica vem crescendo.

Uma pesquisa da empresa de segurança digital Avast mostra que 71% dos usuários entrevistados que se deparam com a tentativa de phishing receberam algum conteúdo por e-mail. Desses, 46% acabaram sendo vítimas.

Uma prática que tem crescido se aproveitando dessa técnica é o golpe do boleto falso. Para fazer com que o pagamento vá para a conta bancária do golpista, ele falsifica os boletos referentes a compras ou mesmo cobranças.

Há diversas maneiras de atrair as vítimas, que vão desde a manipulação do código de barras do documento até a criação de páginas falsas que oferecem o download da fatura forjada.

O cliente recebe um e-mail que parece ser legítimo. Os remetentes são forjados, porém, semelhantes aos da empresa, tornando a mensagem (aparentemente) mais confiável. Esses e-mails geralmente contêm links que levam a sites maliciosos ou anexos que contêm malware.

O boleto que vem pelo correio sem que você tenha comprado algo, esse é até fácil de identificar. Mas, o boleto que chega até você na maioria das vezes por e-mail, referente a um produto que foi adquirido, que consta o número da nota fiscal de compra e todas as informações que aparentemente são da empresa fornecedora é o que pode ter sido fraudado.

A fraude ocorre quando um malware específico chamado de bolware é instalado no computador do usuário ou nas máquinas de empresas que emitem boletos para adulterar a conta recebedora e o valor original do boleto emitido pela internet.

No momento da geração do boleto bancário para impressão, o vírus corrompe o código de barras adicionando espaços em branco, redirecionando o pagamento para uma outra conta bancária.

Sendo assim, a pessoa que está pagando o boleto ou mesmo o atendente não conseguirá fazer a leitura automática e precisará digitar manualmente o número que foi alterado.

Quando o consumidor realiza o pagamento do boleto fraudado, a quantia é transferida para a conta do golpista ou de terceiros. No final, a loja não recebe o valor referente à compra, e o consumidor, que acredita ter realizado o pagamento corretamente, não recebe o produto.

Além de alterar boletos bancários, o malware também tenta desabilitar softwares de segurança e pode impedir o funcionamento do firewall.

Apesar do investimento alto na segurança dessa operação financeira e na obrigatoriedade do registro dos boletos, existem pessoas maldosas por aí querendo se aproveitar de todas as situações.

O que eu devo fazer para me proteger contra o phishing?

Fique atento ao receber informações do seguinte teor:

⇨ Ofertas muito lucrativas

⇨ Declaração de ganhadores de prêmios e viagens

⇨ Mensagens com senso de urgência

⇨ Ameaças como “seu serviço será suspenso se…” ou “sua conta foi bloqueada

⇨ Links externos

⇨ E-mail de desconhecidos

Desconfie de links recebidos por e-mail, SMS ou redes sociais com informação de bloqueio de conta ou senha, convites para cadastramento de chaves Pix, cobranças não reconhecidas, promoções imperdíveis e de resultados de sorteios e pontuação em programas de relacionamento.

Verifique se o domínio do link é o oficial do banco (https://bb.com.br) e só instale aplicativos fornecidos pelas lojas oficiais Apple Store e Play Store.

Confira se há um pequeno cadeado ao lado do endereço eletrônico. Ele indica que a página é segura, assim como o endereço iniciado com https://.

Nunca repasse informações confidenciais, como senhas, em sites desconhecidos ou apps diferentes dos oficiais.

Lembre-se! O Banco do Brasil não entra em contato por telefone para alterar senhas, efetuar transações, solicitar comandos de atualização de sistema ou de liberação de computador.

Informe-se pelo e-mail abuse@bb.com.br caso suspeite de uma página falsa ou um link suspeito em nome do BB.

Como se proteger do Golpe do Boleto Falso

  • Baixe seu boleto em sites seguros:  Acesse o site oficial do banco ou empresa que você precisa pagar para emitir o seu boleto. Como se trata de uma transação financeira, verifique se o site é criptografado — basta ver se a URL do site começa com HTTPS e se está acompanhada de um cadeado.
  •   Cuidado com boletos enviados por e-mail, whatsapp, SMS ou redes sociais: Desconfie se você receber mensagens no whatsapp ou nas redes sociais pedindo o pagamento de um boleto. Além disso, muitas pessoas mal-intencionadas tentam se passar por empresas confiáveis. Elas fazem você acreditar ser só mais um boleto daquela sua compra, mesmo que esteja acostumado a receber boletos por e-mail, confira se o remetente é o mesmo.
  •   Tenha antivírus no computador e evite Wi-Fis públicos:  Existem vírus, como o chamado Bolware, que são capazes de alterar o código de barras de um boleto. Mesmo se ele for baixado de um site seguro, o valor pago vai direto para a conta do criminoso. Para evitar isso, proteja dispositivos, como seu computador, com antivírus. Além disso, evite utilizar Wi-Fis públicos para esta finalidade, para que não tenham acesso aos seus dados e às suas transações financeiras.
  •   Verifique, ainda, se os primeiros dígitos do código de pagamento coincidem com o código do banco que aparece como sendo o emissor do boleto. Um boleto do Banco do Brasil sempre começará com 001.Os números bancários podem ser checados no site da Febraban.
  •   Confira seus dados e os do beneficiário no boleto: Confira seus dados pessoais e os do beneficiário checando o CNPJ e o nome de Razão Social ou o nome fantasia da empresa. Se você não reconhecer o beneficiário, faça uma pesquisa na internet sobre a reputação dessa empresa e cheque o CNPJ. E se mesmo assim você desconfiar, não pague o boleto, faça contato com o emissor dele.
  • Ø  Prefira a leitura automática do código de barras: Efetue a leitura do código de barras no caixa eletrônico ou com a câmera do celular. Em muitos golpes, o código de barras é adulterado ou apresenta falhas para você ser obrigado a digitar o código. Por isso, se você já não consegue ler o código de barras automaticamente, fique atento, pode ser um golpe do boleto falso.
  • Ø   Após ler o código de barras, cheque as informações: Confirme todas as informações, se todos os dados que estão no boleto conferem com os que aparecem na tela e principalmente se são da empresa que você contratou o serviço. Eles precisam ser iguaizinhos. Se ainda assim você não conseguir identificar e pagar o boleto fraudado, comunique seu banco e faça um boletim de ocorrência

A gente faz de tudo pra te alertar e te proteger.

Acompanhe mais dicas ao longo da Semana da Segurança Digital!

A informação é a melhor forma de prevenção a fraudes e golpes. Por isso, participe, envie sugestões e comente! E claro, compartilhe as informações.

Para mais orientações sobre segurança digital, acesse:

Página do BB

Página da Febraban

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